Exposição celebra 70 anos de nascimento de Caio Fernando Abreu.

De 12 de setembro a 28 de outubro.

Caio Fernando Abreu – Doces Memórias
Caio Fernando Abreu – Doces Memórias Foto: Felipe Delangelo

A exposição “Caio Fernando Abreu – Doces Memórias” ocupa a Galeria Acervo do Museu Nacional da República de 13 de setembro a 28 de outubro com entrada franca. O público de Brasília vai adentrar o universo plural e poético em que viveu o escritor. A partir de experiências sensoriais e recortes de sua trajetória, a exposição oferece ao espectador a oportunidade inédita de rever, ouvir e sentir sua obra de maneira peculiar, vinte e dois anos após a morte do autor.

Com curadoria da pesquisadora Lara Souto Santana em parceria com as irmãs do autor, Márcia de Abreu Jacintho e Cláudia de Abreu Cabral, “Caio Fernando Abreu – Doces Memórias” celebra um escritor que nos convida a ir além do óbvio e do superficial. Como ele mesmo dizia: “Há sempre mais por trás. Que não te baste nunca uma aparência do real”.

Caio Fernando Abreu – Doces Memórias
Caio Fernando Abreu – Doces Memórias Foto: Felipe Delangelo

O fio condutor da exposição é a palavra de Caio Fernando Abreu inserida em suas principais referências: Música, cinema, literatura, astrologia e arte. Trechos de sua obra se casam a cenários que recriam os espaços onde viveu, e seu local de trabalho.

“Comemorar os setenta anos de Caio Fernando Abreu com uma exposição em Brasília é uma alegria, já que sua literatura dialoga com tantos leitores. É a potência do texto dele que torna isto possível”. Conta Lara Souto Santana.

Caio Fernando Abreu – Doces Memórias
Caio Fernando Abreu – Doces Memórias Foto: Felipe Delangelo

Cartas, manuscritos e documentos da sua vida pessoal e profissional foram emprestados pela família do autor e pelo acervo do Delfos – Espaço de Documentação e Memória Cultural (PUC-RS) para dar ao visitante a chance de conhecer originais acessíveis apenas a pesquisadores. A inseparável máquina de escrever, que apelidou de “Virginia Wolf”, e o laptop “Robocop” completam a ambientação intimista.

“O Caio é muito lido hoje em dia, possivelmente ainda mais lido do que quando estava vivo. Seus textos foram trabalhados recentemente em provas de vestibular. Apresar disto, muitas pessoas que o conheceram na internet acham que ele ainda está vivo. No site oficial, recebemos convites para sua participação em palestras. A exposição é importante para que todos conheçam de fato quem ele é.” Convida Liana Farias, produtora executiva da mostra.

A realização desta mostra é mais um fruto do fascínio que a obra de Caio continua a despertar. A exposição foi idealizada e produzida pela OF Produção Cultural, e para montagem em Brasília conta com patrocínio do BRB.

O coquetel de abertura será realizado no dia 12 de setembro, data em que o escritor completaria 70 anos de vida. E contará com as presenças de familiares de Caio e dos atores gaúchos, amigos do autor: Marcos Breda e Deborah Finocchiaro.

Sobre Caio Fernando Abreu

Mais de vinte anos após a sua morte (1996), Caio Fernando Abreu ocupa um merecido lugar entre os grandes da literatura contemporânea. Filho de uma geração que sofreu com a ditadura militar, o escritor gaúcho, já reconhecido e premiado em vida, renasce atual e espontaneamente. Seja por seus admiradores que se multiplicam na internet, seja por adaptações, biografias e trabalhos acadêmicos, sua obra se torna cada vez mais relevante.

“Eu queria tanto que alguém me amasse por alguma coisa que eu escrevi”, confessou Caio F. – forma que usava para se autointitular, em uma referência ao romance Cristiane F. Certamente, seu desejo de ser amado foi realizado em proporção inimaginável até para o próprio autor.

Considerado um fenômeno das redes sociais, Caio se tornou uma espécie de guru para uma legião de jovens admiradores, muitos nem tinham nascido quando o autor nos deixou, aos 47 anos.

Tamanho poder de atração não é difícil de entender. Ele escreveu de forma transgressora, carregada de afeto e confissões, e abordou temas universais, como solidão, morte e relacionamentos. Seu texto transcende o período em que ele viveu e escreveu.

Caio Fernando Abreu – Doces Memórias
Abertura: 12 de setembro (quarta-feira) às 19 horas
Visitação: De 13 de setembro a 28 de outubro. Sempre de terça-feira a domingo, das 9:00 às 18:30
Galeria Acervo – Museu Nacional do Conjunto Cultural da República (Setor Cultural Sul, Lote 2)
Entrada franca
Informações: (61) 3325-5220 e 3325-6410.